Conheça a relação do sono com o bruxismo

O bruxismo é uma doença bucal que implica no ato de ranger e apertar os dentes, podendo ser no sono ou durante o dia (chamado de briquismo). 

Esse distúrbio pode desgastar ou amolecer os dentes, podendo acarretar em problemas mais sérios, como problemas ósseos, até na gengiva e mandíbula.

Nos casos de perda da estrutura dental, os consultórios odontológicos oferecem o procedimento de implante dentário para resolver o problema.

Ainda não se sabe exatamente a causa do distúrbio, quando identificado. Contudo, a tendência é que o bruxismo tenha relação com:

  • Fatores genéticos;
  • Estresse;
  • Tensão;
  • Ansiedade;
  • Má oclusão.

O bruxismo acontece em 15% das crianças entre homens e mulheres, podendo diminuir com o passar do tempo. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o bruxismo atinge cerca de 30% da população mundial. No Brasil, aproximadamente 40% das pessoas têm esse distúrbio. 

Sintomas

Os sintomas visíveis são os de interferência direta na estrutura dos dentes, mas o bruxismo também pode causar dor de cabeça, que é bem comum em pessoas que sofrem com esse tipo de distúrbio devido a tensão no maxilar.

Além disso, outros sintomas do bruxismo são dor e zumbido no ouvido, dor no pescoço, na mandíbula e nos músculos da face, devido ao esforço que o ato de ranger os dentes exige.

Bruxismo e o sono

O bruxismo pode prejudicar o sono, já que a contração excessiva do músculo da face durante a noite pode causar fadiga.

Geralmente, o bruxismo acontece durante o sono mais profundo, em um momento específico e não durante toda a noite. Na hora mais profunda do sono, os músculos se contraem à medida que a pessoa aperta os dentes inconscientemente.

Por ser um ato inconsciente, o ato de ranger ou apertar os dentes pode ser com tanta força a ponto de trincar ou quebrar os dentes.

Problemas pequenos na estrutura do dente podem ser tratados com o procedimento ortodôntico estético de lente de contato dental, mas os mais sérios, como a perda total, devem ser com procedimentos mais complexos, como o implante – ambos feitos pelo dentista.

O bruxismo tem cura?

O bruxismo não tem cura, mas o dentista pode receitar medicamentos, como ansiolíticos, para o controle de estresse e ansiedade, que são um dos agravantes do distúrbio. 

Nos consultórios odontológicos, o tratamento mais usual feito pelos dentistas é com placas interoclusais flexíveis, feitas de silicone, ou placas concretas de acrílico, moldadas conforme o formato da arcada dentária do paciente. 

Essas placas conseguem conter o movimento dos músculos mastigatórios e diminuem o atrito que se tem ao apertar ou ranger os dentes durante o sono profundo.

Aparelho ortodôntico e bruxismo

Um problema a ser avaliado durante uma consulta a um dentista é sobre o bruxismo e o aparelho dentário, porque ele pode impossibilitar a confecção da placa para tratar do distúrbio noturno, contudo, o alinhamento correto pode reduzir o impacto desse problema – conforme as origens dessa tensão.

Assim, quando o paciente utiliza aparelho fixo, os dentes estão mudando de posição e fará com que a arcada dentária não se adapte à movimentação do aperto dos dentes, demandando adequações nos tratamentos recorridos.

Portanto, com a ajuda de um profissional da odontologia, será debatido o que fazer, lembrando que a ordem de prioridade geralmente segue o teor funcional em primeiro lugar. 

O aparelho ortodôntico, no caso, é o melhor procedimento para melhorar a função estética e funcional do sorriso, pois ele consegue endireitar os dentes tortos e melhorar a má oclusão. 

Contudo, para além do modelo fixo, o aparelho utilizado pode ser adequado às necessidades do paciente e, para isso, pode-se recorrer aos modelos removíveis, internos e até transparentes.

Além disso, ao final do tratamento ortodôntico, os dentistas indicam o uso, principalmente noturno, do aparelho móvel, para fixar os dentes que mudaram de posição, evitando que eles retornem à posição inadequada.

Deste modo, é interessante avaliar possibilidades de conciliar esse tratamento ao do bruxismo, que pode demandar o uso da placa intraoral.

Por isso, o dentista terá de contribuir na escolha de usar o aparelho ou a placa, ou mesmo pensar em um tratamento mútuo por meio de uma interdisciplinaridade envolvendo odontologista, psicólogo e psiquiatra. 

Sendo um problema também da saúde emocional, o bruxismo também pode ser tratado a partir de consultas com profissionais de outras áreas para complementar o atendimento odontológico para amenizar o estresse e a ansiedade.

De modo geral, esse tratamento é de resultado a longo prazo, sendo o uso da placa apenas de emergência, já que o ideal é que o paciente consiga melhorar o distúrbio com o passar do tempo até não precisar mais da placa, identificando os possíveis ofensores do bruxismo.
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